domingo, 15 de julho de 2012

CAMINHANDO NO CAMINHO – UMA REFLEXÃO SOBRE MATURIDADE CRISTÃ

por Vinicius Seabra* | vinicius@mtn.org.br | 14 de Julho de 2012




“Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas 
prossigo para alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo 
Jesus. (...) prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial 
de Deus em Cristo Jesus”. 
Filipenses 3:12,14 (NVI)

O mundo contemporâneo se disfarça por detrás de uma cortina de certezas e convicções que inquestionavelmente não revela o que realmente se é. A cinematografia e mundo televisivo não contribuem para que tal cortina seja desfeita, muito pelo contrário, torna a busca da existência numa corrida utópica pela cenoura que está amarrada a nós mesmos centímetros à frente provocando nossa caminhada rumo ao nada. Vê-se uma defesa do planejamento de vida como se a existência fossem números exatos e com combinações previsíveis. Assiste-se a busca pela felicidade como que se esta fosse um produto numa gôndola qualquer no mercado da esquina que de tão acessível se torna vulgar e vazia. Percebe-se uma inquietude por querer ser alguém na vida ao ponto de se escravizar para obter a aprovação e aplausos de outros que bravejam atrás da mascará do sucesso. Contempla-se o suspiro apaixonado por uma história de amor que ilude os corações feridos a ter ações impulsivas sem levar em considerações as consequências de se confundir amor com prazer. Por tudo isto, seria farisaico se não assumíssemos nesta lauda que a sociedade está em uma luta desleal, vivendo num conflito sombrio, sonhando com a ilusão como que no “o fantástico mundo bob” e sendo encantando com o canto suave da sereia que tenta arrastar as pessoas para o fundo do mar.

O caótico cenário descrito no parágrafo anterior é intrínseco ao viver orgulho, egoísta e instável da sociedade pós-moderna. Isto é o que somos. Por esta razão é igualmente fingimento esperar que aqueles que labutam numa jornada cristã não padeçam destes mesmos assombros. Ser cristão não é construir outro mundo entre as quatro paredes da igreja e achar que se está imune a tais mazelas da nossa geração. Vivemos no mesmo contexto. Ter dúvidas, fazer questionamentos, ter incertezas, cometer vários erros, acreditar em utopias... enfim, somos humanos. Um grande passo rumo à maturidade cristã é quando reconhecemos quem somos em nossas fraquezas sem que haja a necessidade de fingimentos, máscaras ou encenações – mesmo que isto escandalize os abutres da fé que bravejam dos pedestais espirituosos engordurados de artificialidade igrejeira. A maturidade cristã não é um troféu dos que não mais cometem erros, maturidade cristã é o galardão daqueles que conseguem mais facilmente perceber seus próprios erros. Não é a ausência de fraquezas que importa, mas sim a pronta percepção destas fraquezas em nossos corações. Por isto, viver em santidade não é deixar de coexistir em conflito com os desejos carnais que parece perseguirmos por toda a vida (Gl. 5:17); Ser discípulo de Jesus não é viver longe dos desejos egocêntricos que insistem em massagear nossos corações a cada manhã (Mc 10:37); Congregar em uma igreja não é sinônimo de se tornar um vencer invicto que não mais desfruta dos altos e baixos da vida (Fp 4:12). Enfim, caminhar no Caminho (nomenclatura que designava os primeiros cristãos, cf. At. 9:2 e At. 24:14) não é passar a largo do caos do presente mundo, mas sim conseguir permanecer firmes mesmo sabendo quem realmente nós somos.

O grande trunfo da maturidade cristã é quando se entende, sem reservas, que a obra de Deus é feita não por causa de nós, mas sim apesar de nós. O grande presente de Deus a humanidade foi entregar o Seu Filho na cruz, evidenciando nossa incapacidade de saciar a ira de Deus por nós mesmos, por causa do que nós somos (Rm 3:23-24). Aqui faz-se necessário uma consideração com fins a não desvirtuarem o real propósito deste artigo – não estamos defendo o pecado com o qual temos que lutar cotidianamente, aqui estamos discursando sobre a natureza pecaminosa, indivisível a nossa existência – é preciso diferenciar tais conceitos. Finalizando, espero que as palavras aqui descritas sirvam para destronizar a tirania da perfeição em nossas igrejas brasileiras e fomentar uma perspectiva de irmandade. Que vislumbramos a operosidade da graça do Senhor do Caminho.

Que Deus nos ajude!

* Vinicius Seabra é professor das áreas de teologia e administração; diretor do Seminário Evangélico de Teologia da América Latina (www.setal.org.br); presidente da Missão Tocando as Nações (www.mtn.org.br); e, pastor da Comunidade da Fé – Igreja Cristã (www.cofe.org.br) em Goiânia, Goiás, Brasil.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Água no deserto




por Ronaldo Lidório

O deserto é possivelmente uma das mais claras representações da ausência de vida e esperança. Beduínos e Tuaregues - povos do deserto - desenvolveram milenares técnicas de sobrevivência para resistirem à angustiante mistura de sol, calor e areia. Anos atrás, atravessei a parte ocidental do Saara e, apesar de estar acostumado com as temperaturas tropicais, nada me preparou para os 54 graus à sombra durante aquelas tardes. Lembro-me que o pensamento mais obsessivo e recorrente era simplesmente água, o elemento mais desejado em terras áridas.
Davi escreveu o Salmo 63 no deserto de Judá, enquanto fugia de Saul. Encontrava-se em um dos momentos mais constrangedores de sua vida. Além de estar no deserto, tomado pelo desconforto e temores natos ao ambiente, seu povo e rei o perseguiam.
Contrariando a natural tendência do descontentamento de coração perante as caminhadas desérticas, Davi revela, ali mesmo na areia, que a sua alma tinha “sede de Deus”. Este parece ter sido o pensamento mais paradoxal que passou pela mente do salmista: a sede de Deus era maior que a sede de água. A busca pela presença de Deus era mais forte que qualquer outra carência humana.
Quando em caminhadas solitárias e perseguidos pelos que antes eram mais chegados que irmãos, devemos nos conscientizar desta verdade transformadora: precisamos mais de Deus em nossas vidas do que água no deserto. C.S. Lewis nos diz que “o amor é o princípio da existência, e seu único fim”. Com isto nos incita a pensar que o amor não é apenas o meio, mas também o propósito final. Somos convidados, em toda a caminhada cristã, a andar de forma paradoxal em expressões de amor: perder a vida para ganhá-la; oferecer a outra face a quem nos fere; esperar contra a esperança; amar, e não odiar, os inimigos; perdoar, mesmo perante óbvias razões para a amargura; desejar mais a Deus do que a água, mesmo quando se vagueia, foragido, por entre terras mais secas.
É nessa caminhada que encontramos descanso verdadeiro. Davi não apenas fala da possibilidade de descanso em Deus, mas o experimenta. Os principais verbos nos versos 6 a 8 estão no presente. Davi se lembra, pensa e canta o descanso em Deus enquanto caminha - não apenas o planeja fazê-lo amanhã. Reconhecer que a presença de Deus é melhor que a vida parece ser o exercício mais transformador – de mente, coração e visão de mundo - que qualquer pessoa possa experimentar.
Somos amados por Deus e esse fato deveria definir a forma pela qual vemos a vida e o mundo ao nosso redor. Ser amado por Deus é entender que somos convidados a um relacionamento eterno, é perceber que estamos em lugar seguro e saber que não há nada melhor.
A construção desta canção do deserto revela a alma de Davi. No verso 1, ele expressa que tinha sede de Deus. Nos versos 2 a 5, ele louva a Deus pelo Seu amor que é melhor que sua própria existência. Nos versos 6 a 8, Davi descansa no Senhor e, finalmente, nos versos 9 a 11, ele declara sua confiança na vitória sobre os inimigos.
Encontro-me rotineiramente com pessoas as quais, à semelhança de Davi, experimentam a solidão do deserto, o constrangimento da fuga e a incerteza dos que não sabem para onde vão. A vida, nesses momentos, torna-se mais lenta, opaca e pesada. Porém, justamente em ocasiões assim, a presença de Deus nos convida a crer um pouco mais e nos encoraja a continuar caminhando. Em um relance olhamos para trás e percebemos que no passado o Senhor foi fiel, mesmo no dia mais escuro. Amanhã não será diferente. A presença de Deus sempre traz à memória o que pode nos dar esperança.
Lutero, citado por Mahaney em seu livro “Glory do Glory”, diz-nos que: “esta vida, portanto, não é justiça, mas crescimento em justiça. Não é saúde, mas cura. Não é ser, mas se tornar. Não é descansar, mas exercitar. Ainda não somos o que seremos, mas estamos crescendo nesta direção. O processo ainda não está terminado, mas vai prosseguindo. Não é o final, mas é a estrada. Todas as coisas ainda não brilham em glória, mas todas as coisas vão sendo purificadas”.

Que o Senhor se mostre presente em nossas vidas. Nestes dias o deserto se tornará lugar de alegria e descanso.

Fonte:http://www.ronaldo.lidorio.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=155&Itemid=26

I Give You My Heart



Te Dou Meu Coração
Este é o meu desejo
Te honrar
Senhor, com todo o meu coração
Eu te adoro
Com tudo que tenho dentro de mim
Eu te dou louvor
Tudo o que eu adoro
Está em Ti

Refrão:
Senhor, eu te dou meu coração
Te dou a minha alma
Eu vivo para Ti somente
Cada respirar meu
Cada momento que estou acordado
Senhor, veja seu caminho em mim

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Say



Say
Take all of your wasted honor.
Every little past frustration.
Take all of your so called problems,
Better put 'em in quotations.

Say what you need to say (x8)

Walkin' like a one man army,
Fightin' with the shadows in your head.
Livin' up the same old moment
Knowin' you'd be better off instead

If you could only...Say what you need to say (x8)

Have no fear for givin' in.
Have no fear for giving over.
You better know that in the end
It's better to say too much, than never to say what you need to say again.

Even if your hands are shaking,
And your faith is broken.
Even as the eyes are closin',
Do it with a heart wide open.

(Wide Heart)

Say what you need to say (x7)
Say what you need to, Say what you need to...
Say what you need to say.


Diga
Pegue toda a sua honra desperdiçada
Todas as pequenas frustrações passadas
Pegue todos os seus "chamados" problemas
Melhor colocá-los entre aspas

Diga o que você precisa dizer...

Caminhando como um exército de um homem só
Lutando contra as sombras em sua mente
Vivendo o mesmo velho momento
Sabendo que você estaria em melhores condições se quisesse

Se você pudesse apenas... Diga o que você precisa dizer...

Não tenha medo de continuar
Não tenha medo de desistir
Seria melhor você saber que no final
é melhor falar demais do que nunca dizer o que você precisa dizer de novo

Mesmo que suas mãos estejam tremendo
E sua fé esteja perdida
Mesmo se os olhos estiverem se fechando
Faça isso com o coração aberto

(De coração aberto)

Diga o que você precisa dizer...
Diga o que você precisa, Diga o que você precisa...
Diga o que você precisa dizer...


quarta-feira, 4 de julho de 2012

A Caminho de Jerusalém!


Dedicado ao Wildaine Nogueira companheiro de viagem.

                         
Quantas dificuldades podemos enfrentar a caminho de Jerusalém a cidade santa?

Quantas adversidade se apresentam quando estamos a Caminho de Jerusalém a cidade santa?

Quantas as lutas temos que enfrentar quando estamos a Caminho de Jerusalém da cidade santa?

Quantas obstáculos temos que transpor quando estamos a Caminho de Jerusalém a cidade santa?

Quanta angustia teremos que suportar quando estamos a Caminho de Jerusalém a cidade santa?

Quanta superação precisaremos ter quando estamos a Caminho de Jerusalém a cidade santa?

Quanta oração e clamor faremos quando estamos a Caminho de Jerusalém a cidade santa?

Quanta alegria e jubilo sentiremos quando chegarmos a Jerusalém a Cidade Santa do Senhor?

Quanta paz, graça e renovação receberemos quando chegarmos a Jerusalém a Cidade Santa do Senhor?



Mar Vermelho!



Azul! Azulado!
De longe um azul escuro!
De perto um azul lindamente transparente.
De dentro um azul calmo e quente!

O Mar Vermelho é Azul!
Mas o que o define como Vermelho sãos duas coisas que encontramos com abundância nele.

Duas coisas encontradas no Mar Vermelho define seu nome e sua característica.
As areias de suas praias são cobertas por pedras vermelhas e os corais predominantes em toda sua extensão são corais vermelhos.
E o que nos define? Qual característica ou quais características nos define?
Mesmo que a nossa essência seja uma, algumas de nossas características podem nos definir!

Como sempre escreve alguém o Mar Vermelho é Lindo! 
Encantador!

Ao mergulhar no Mar Vermelho fui encantado por sua cor azul, um azul calmo, azul quente. Mas, esse mar de águas azuis encantadoras é o famoso Mar Vermelho.
O que o define como vermelho são as abundantes pedras vermelhas e seus corais vermelhos. Apenas duas características de cor vermelha contidas no Mar Vermelho define seu nome e sua essência. 

O que me define?  O que nos define?
"Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança." (Gn.1:26)
Fomos criados a imagem e semelhança de Deus! Essa é a nossa essência. Isso deveria nos definir. Essa deveria ser a nossa característica mais latente e visível. Essa deveria ser nossa essência mais profunda e visível. Mas será que conseguimos ser e viver à imagem e semelhança de Deus.

Conhecer o Mar Vermelho me fez olhar pra mim. Olhar para o meu interior e tentar ver o que tem me definido e caracterizado. Meus comportamentos, atitudes, ações, hábitos e conduta. Perceber a imagem e semelhança de Deus nesse pequeno ser que escreve essa experiência é difícil muitas vezes. 

As pessoas tem conceitos de nós que são construídos a partir do que demonstramos e vivenciamos no dia-a-dia com elas. Que apenas algumas coisas boas ou ruins não nos defina, mas que possamos buscar e viver de forma a ser Imagem e Semelhança de Deus. 

Fica na Paz!




domingo, 10 de junho de 2012

Eu o tornarei perfeito



Ele bem que advertiu as pessoas a “calcularem o custo” antes de se tornarem cristãs. “Não cometa nenhum erro”, ele diz; “se você deixar, eu o farei perfeito. Na hora em que você se coloca em minhas mãos, é para isso que você está aqui. Nada menos ou diferente disso. Você tem livre-arbítrio, e se quiser pode até me dar um ‘chega pra lá’. Mas se você não me empurrar, pode ter certeza que eu vou levar adiante esse trabalho. Não importa o sofrimento que possa causar na sua vida terrena, não importa que purificação inconcebível possa lhe custar depois da sua morte, não importa o custo, eu nunca descansarei, nem o deixarei descansar, até que você esteja literalmente perfeito – até que o meu Pai possa dizer sem reservas que ele se agrada de você, da mesma forma que me disse que se agradava de mim. Isso eu posso e vou fazer. Mas não farei nada menos que isso.”

Ainda – esse é o outro e igualmente importante lado disso -, esse ajudador que, a longo prazo, não fica satisfeito com nada menos do que a perfeição absoluta, também terá prazer nos primeiros esforços débeis e trôpegos que você fará amanhã para realizar o seu dever mais simples. Como um grande escritor cristão (George MacDonald) já destacava, todo pai se agrada com as primeiras tentativas do seu bebê para andar; nenhum pai ficaria satisfeito com algo menos do que um andar firme, livre e masculino no seu filho adulto. Da mesma forma, ele disse: “Deus é fácil de agradar, mas muito difícil de satisfazer”.

por: C S Lewis – Cristianismo Puro e Simples