terça-feira, 26 de julho de 2016

Ideologia de Gênero


Associação Americana de Pediatras fulmina Ideologia de Gênero


A Associação Americana de Pediatras urge educadores e legisladores a rejeitarem todas as políticas que condicionem as crianças a aceitarem como normal uma vida de personificação química e cirúrgica do sexo oposto. Fatos, não ideologia, determinam a realidade.

1. A sexualidade humana é um traço biológico binário objetivo: "XY" e "XX" são marcadores genéticos de saúde, não de um distúrbio. A norma para o designhumano é ser concebido ou como macho ou como fêmea. A sexualidade humana é binária por design, com o óbvio propósito da reprodução e florescimento de nossa espécie. Esse princípio é auto-evidente. Os transtornos extremamente raros de diferenciação sexual (DDSs) — inclusive, mas não apenas, a feminização testicular e hiperplasia adrenal congênita — são todos desvios medicamente identificáveis da norma binária sexual, e são justamente reconhecidos como distúrbios do designhumano. Indivíduos com DDSs não constituem um terceiro sexo.

2. Ninguém nasce com um gênero. Todos nascem com um sexo biológico. Gênero (uma consciência e percepção de si mesmo como homem ou mulher) é um conceito sociológico e psicológico, não um conceito biológico objetivo. Ninguém nasce com uma consciência de si mesmo como masculino ou feminino; essa consciência se desenvolve ao longo do tempo e, como todos os processos de desenvolvimento, pode ser descarrilada por percepções subjetivas, relacionamentos e experiências adversas da criança, desde a infância. Pessoas que se identificam como "se sentindo do sexo oposto" ou "em algum lugar entre os dois sexos" não compreendem um terceiro sexo. Elas permanecem homens biológicos ou mulheres biológicas.

3. A crença de uma pessoa, que ele ou ela é algo que não é, trata-se, na melhor das hipóteses, de um sinal de pensamento confuso. Quando um menino biologicamente saudável acredita que é uma menina, ou uma menina biologicamente saudável acredita que é um menino, um problema psicológico objetivo existe, que está na mente, não no corpo, e deve ser tratado como tal. Essas crianças sofrem de disforia de gênero (DG). Disforia de gênero, anteriormente chamada de transtorno de identidade de gênero (TIG), é um transtorno mental reconhecido pela mais recente edição do Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-V). As teorias psicodinâmicas e sociais de DG/TIG nunca foram refutadas.

4. A puberdade não é uma doença e hormônios que bloqueiam a puberdade podem ser perigosos. Reversíveis ou não, hormônios que bloqueiam a puberdade induzem a um estado doentio — a ausência de puberdade — e inibem o crescimento e a fertilidade em uma criança até então biologicamente saudável.

5. De acordo com o DSM-V, cerca de 98% de meninos e 88% de meninas confusas com o próprio gênero aceitam seu sexo biológico depois de passarem naturalmente pela puberdade.

6. Crianças que usam bloqueadores da puberdade para personificar o sexo oposto vão requerer hormônios do outro sexo no fim da adolescência. Esses hormônios (testosterona e estrogênio) estão associados com riscos à saúde, inclusive, mas não apenas, aumento da pressão arterial, formação de coágulos sanguíneos, acidente vascular cerebral e câncer.

7. Taxas de suicídio são vinte vezes maiores entre adultos que usam hormônios do sexo oposto e se submetem à cirurgia de mudança de sexo, mesmo na Suécia, que está entre os países mais afirmativos em relação aos LGBQT. Que pessoa compassiva e razoável seria capaz de condenar jovens crianças a este destino, sabendo que após a puberdade cerca de 88% das meninas e 98% dos meninos vão acabar aceitando a realidade e atingindo um estado de saúde física e mental?

8. Condicionar crianças a acreditar que uma vida inteira de personificação química e cirúrgica do sexo oposto é normal e saudável, é abuso infantil.Endossar discordância de gênero como normal através da rede pública de educação e de políticas legais irá confundir as crianças e os pais, levando mais crianças a serem apresentadas às "clínicas de gênero", onde lhes serão dados medicamentos bloqueadores da puberdade. Isso, por sua vez, praticamente garante que eles vão "escolher" uma vida inteira de hormônios cancerígenos e tóxicos do sexo oposto, além de levar em conta a possibilidade da mutilação cirúrgica desnecessária de partes saudáveis do seu corpo quando forem jovens adultos.

Michelle A. Cretella, M.D.
Presidente da Associação Americana de Pediatras

Quentin Van Meter, M.D.
Vice-Presidente da Associação Americana de Pediatras
Endocrinologista Pediátrico

Paul McHugh, M.D.
Professor Universitário de Psiquiatria da Universidade Johns Hopkins Medical School, detentor de medalha de distinguidos serviços prestados e ex-psiquiatra-chefe do Johns Hopkins Hospital



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domingo, 12 de junho de 2016

Ouvindo Deus


 por: Mike Wittmer

Um dos melhores violonistas do mundo executou Bach e Shubert em uma estação de metrô onde mais de mil passageiros transitam. Alguns usavam fones ou conversavam em seus celulares e outros estavam apressados demais para o presente inesperado de Joshua Bell. Muitas pessoas pararam para comprar bilhetes de loteria, mas enquanto esperavam na fila, ninguém se voltou para apreciar o violinista que três dias antes havia lotado um auditório com ingressos caríssimos.
Nós também podemos estar tão imersos na agitação banal da vida que não ouvimos a música de Deus. "O céu anuncia a glória de Deus...", Davi escreveu; "...e nos mostra aquilo que as suas mãos fizeram. Cada dia fala dessa glória ao dia seguinte, e cada noite repete isso à outra noite" (Salmo 19:1-2). Todo nascer do sol, todas as nuvens e flores são revelações de Deus. Você consegue ouvi-lo?
O Salmo 104 reconta as muitas formas de Deus sustentar nossas vidas. Seu trabalho, sua igreja e amigos fiéis são lembretes da graça de Deus com você. Consegue ouvi-los?
O mais importante, João declara que Jesus é a Luz de Deus para o mundo - "...mas o mundo não o conheceu" (1:10). É fácil duvidar de nossas crenças quando estamos cercados por pessoas que não ouvem e veem Jesus como você. 
Apenas sete pessoas pararam para ouvir durante os 43 minutos que Joshua Bell tocou. Uma delas sentou-se perto de um estande de engraxates, olhou ao redor, espantado com o restante das pessoas passando com tanta pressa. Mais tarde, este ao ser entrevistado, disse: "Outras pessoas não receberam. Simplesmente não perceberam. O que foi desconcertante para mim."
Poucas pessoas percebem que suas vidas estão sendo supridas com o amor de Deus. Coloque freios no seu dia - faça uma parada completa  - e ouça.
  

Vídeo que detalha a experiência desta reflexão. 



segunda-feira, 23 de maio de 2016

O exemplo do campo na Unidade

por: Leonardo Felipe

"Pois eu quero muito vê-los, a fim de repartir bênçãos espirituais com vocês para fortalecê-los, quer dizer, para que nos animemos uns aos outros por meio da fé que vocês e eu temos." (Rm.1:11-12)
A Individualidade e o Hedonismo infelizmente são marcas recorrentes em várias igrejas e denominações evangélicas de nossa contemporaneidade. Nesse ritmo, e sobre essa ótica, temos visto cada vez mais divisão – e não a unidade diversificada – marcar o segmento cristão evangélico brasileiro. Essas duas visões de mundo são oriundas do lado externo das igrejas principalmente nesse período pós-moderno.
Nossas comunidades, que inicialmente foram marcadas por “... tudo, porém, lhes era comum...”, mantiveram num tempo bem presente essa caraterística, quando ainda se viviam na zona rural ou sobre a influência mais próxima desse estilo de vida no campo. A crescente urbanização acelerou esse processo de influência negativa do hedonismo e individualização.
Algumas práticas das comunidades rurais se assemelham aos mesmos princípios que o Apóstolo Paulo propõe nos dois versículos que destacados da carta de romanos – e que vem sendo extintos em nossos grupos. Práticas como mutirão; partilha de produtos, produção e doação de serviços e bens eram comuns sobre tudo entre as pequenas propriedades rurais e servem como excelentes analogias para nossos dias à luz do que Paulo escreveu.
Paulo escreve essa epístola aos membros da igreja de Roma. Ele não conhecia pessoalmente essa Igreja, porém já sabia da elevada e renomada qualidade da fé dessa comunidade (Igreja) (v.8). E mesmo sem os conhecer, Paulo escreve e dedica sua principal carta. Paulo faz sua carta mais elaborada (um compêndio teológico) para um povo (igreja) que não tinha vínculos com ele e que não havia plantado. Conheço poucas pessoas que, como Paulo, se dedicam a escrever e deixar literatura de qualidade e relevância sem se preocupar com o que vai lucrar. Gente que dedica tempo escrevendo os insights de Deus entregando literatura relevante e doa o que é arrecadado em favor de uma causa nobre como a unidade da igreja; ou pessoas que dedicam tempo revisando textos e traduzindo num trabalho silencioso. Isso é viver pela unidade.  
Paulo ansiava visitá-los, vê-los e conhecê-los (v.10-11); para partilhar (v.11) e receber (v.12); confortar e ser confortado (v.12); animar e ser animado (v.12). Paulo sabia algo que São Francisco diria depois de séculos “que é dando que se recebe”. Paulo entendia que na atividade ministerial de partilhar as boas novas do Reino, ele também recebia de volta. Nas propriedades rurais existia muito e ainda existe o entendimento de coletividade, parceria e unidade. É comum ainda ver nas pequenas propriedades o senso de comunhão.
 Quando meus pais tinham um sítio próximo a Goiânia, vi algumas vezes eles receberem um pedaço de carne de um novilho, porco ou outro animal de rebanho dos vizinhos ou um pouco de algum produto de lavoura recém-colhido dos mesmos; e eles assim também o faziam. Outro fato corriqueiro eram os mutirões de serviço. Na época de plantação, vacinação dos animais ou colheita os vizinhos se juntavam e organizavam até uma agenda de atividade para atender as demandas de cada um. Uniam-se para alugar maquinas e comprar insumos para baratear o preço.
         Paulo sabia que não era sua presença e capacidade que faria diferença, mas a palavra partilhada e a comunhão entre os justos que traz a graça, presença, esperança e o reino. Em tempos de divisão e hedonismo é difícil viver unidade cristã respeitando a diversidade. Pedro Dulci disse que se tentarmos seguir nossa caminha sozinhos estaremos fadados a morrer, porque nossa caminhada só é possível na unidade do corpo de Cristo. Assim como os proprietários de pequenas propriedades só sobreviviam trabalhando juntos e servindo uns aos outros precisamos entender esse principio de unidade e lutar contra esse individualismo hedonista da pós-modernidade urbanizada.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Saudade dos Irmãos.


Esse dedico aos meus amados irmãos Lelê e Weltin
Por: Rebeca Bedone

Mamãe, quando eu vou ter um irmãozinho?” Foi assim que o filho de cinco anos começou a deixar seus pais em dúvida. Já era resolvido que o casal teria um único filho. Já estavam realizados como pai e mãe, e, considerando as condições financeiras e o investimento na criação do filho, não cabia mais uma criança naquele momento.
Então o menino começou a demonstrar seu desejo de ter um irmão, aquele com quem jogaria futebol, se fosse menino, ou ensinaria tudo o que sabia, se fosse menina. De repente, o que era certo como um plano traçado naquela família se desfez com a imaginação pura e inocente de uma criança.
Tem um poema de Manoel de Barros que traz uma saudade danada dos nossos irmãos. A história contada em “A menina avoada” é sobre uma garotinha que brinca com seu irmão mais velho no quintal da casa deles. Uma aventura simples entre irmãos, que nasce da fantasia de viajar em um caixote cujas rodas são duas latas de goiabada.
É por tantas brincadeiras e brigas e segredos que, quando pensamos em nossos irmãos, mantemos nossa criança viva dentro da gente. Quando estou junto da menina que fui, meus irmãos também chegam. Porque foi com eles que eu aprendi a compartilhar medos e sonhos, brinquedos e presentes. A infância com irmãos é o lugar onde existe o mundo em que tudo é possível.
O seu irmão não é necessariamente o seu único confidente. Tem coisas que é mais fácil desabafar com alguém que não seja da sua família, ou com aquela pessoa que seja mais parecida contigo. Porque, em algumas questões, somos e pensamos diferente dos nossos irmãos.
Mesmo assim, o irmão continua sendo a pessoa com quem você dividiu por muitos anos todas as noites no mesmo quarto, compartilhou os mesmos medos do trovão e do escuro, e o silêncio quando o pai estava bravo. É com o seu irmão que você abre a sua mais profunda dor, e é dele que você recebe o abraço mais sincero e acolhedor.
Alguns irmãos estão brigados, já nem se falam. Mas o sangue continua sendo o mesmo. As lembranças da infância são as mesmas, como o beijo molhado do avô na bochecha e o bolo de chocolate da mãe, como a disputa de quem iria se sentar à janela do carro e as canções que aprenderam juntos. É daí que nasce o desejo de perdoar e pedir perdão e a vontade de passar uma borracha nas discussões e nos rancores. Porque a irmandade é mais forte que a discórdia e a intolerância; esse laço que os une é feito de amizade, lealdade e cumplicidade.
Ser irmão é manter em nós essa nostalgia feliz que preenche o baú de memórias da infância; que tem sabor de groselha e pão com io-iô crem, que são as pescarias de lambaris, os desenhos feitos na parede da sala e as brincadeiras de luta que quase sempre terminavam com olho roxo.
Quando a irmãzinha do menino do início do texto nasceu, seus pais tiveram a certeza que fizeram a escolha certa. Bastava o jeito orgulhoso e os olhinhos brilhantes do menino ao segurar a bebê no colo.
Não estou dizendo que o filho único não é feliz. Acredito que seja. Inclusive, ele deve “adotar” seus irmãos num amigo próximo ou um primo querido.
E na vida que segue, entre tantos erros e acertos, os irmãos — de sangue e de coração — também envelhecem juntos. Enterram seus pais e suas dores de mãos dadas. Continuam compartilhando suas angústias e suas saudades, seus desafetos e suas conquistas. E mesmo depois que constroem suas próprias famílias, estando distantes ou ausentes um do outro, há de permanecer dentro de cada irmão as crianças que eles foram juntos. Como meus irmãos e eu nos encontramos dentro de nós mesmos, mantendo vivo o amor que nos une.

Fonte: http://www.sabiaspalavras.com/se-voce-tem-um-irmao-e-esta-com-saudade-dele-conte-a-ele-essa-historia/

domingo, 3 de janeiro de 2016

Superficial vs Essencial


O ideal é superficial, 
O mundo nunca esteve tão submerso em superficialidade como agora;
O essencial é vital,
Viver esse verdadeiro ideal é sentir a solidão de remar contra uma forte correnteza;
A superficialidade ideal cega, ilude, engana e cria ambientes doentes e de rejeição e exclusão;
A essência porém liberta a consciência no aprimoramento da verdade, da realidade e das inúmeras imperfeições humanas e cotidianas;
Ideal Superficial vs Essencial Real, sempre estaremos ante essas duas opções de escolhas e duas maneiras de viver;
Encontrar o que é essencial é cada vez mais indispensável para o coletivo superficial.
LF .


sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Diante do Senhor – Pastores e Magos (MT.2:1-12 e Lc. 2:8-20)

Entre a busca dos simples e excluídos Pastores, a entrega dos gentios Magos, 
até o neném Emanuel! 
por Leonardo Felipe

Dando sequência à jornada de meditações sobre pessoas que ficaram, diante do Senhor!




Hoje vamos ver o encontro de dois grupos com Cristo! Não sabemos os nomes dos integrantes desses dois grupos (Pastores e Magos). Eles ficaram diante do Senhor quando Cristo inicia sua jornada como ser humano na terra. Eles são atraídos até Cristo por um anjo e pela ação sobrenatural em uma estrela.

Hoje, vamos ver o Senhor chamando Pastores e Magos para conhecê-lo e reconhecê-lo como o Salvador e Messias. Hoje vamos meditar e aprender algumas coisas, com um neném rejeitado que nasceu numa estrebaria e que tinha como berço uma manjedoura.


Introdução/Contexto

Após 400 anos de silêncio Deus volta a se revelar abertamente e manifestar de forma clara e aberta o plano Emanuel – Deus Conosco! Quando o Senhor voltou a se revelar para o seu povo e para toda a humanidade Ele promoveu o clímax, o ponto crucial, o momento mais importante, de toda a história da humanidade – que É a Encarnação do próprio Deus! A vinda do Cristo! A chegada do Deus Filho.

Luiz Sayão diz sobre esse momento e sobre essa vinda o seguinte: “Deus preferiu a forma mais sublime, simples e frágil de aproximar-se do homem: Cristo veio como um nenê!” Vamos meditar, refletir e quem sabe aprender que o Salvador, veio como nenê pelo princípio de que a presença da criança não pode passar despercebida. Cristo veio como um neném para que Hoje nossos olhares enxerguem a criança como fonte de aprendizagem em um mundo esquecido de valores que elas ainda preservam.

As outras duas referências de nossa meditação são os Pastores e os magos. John Stott, diz o seguinte: “Pastores e Magos, são Dois grupos totalmente distintos um do outro. Mas, vamos perceber que esses dois grupos tão diferentes se completam, se complementam na adoração ao Senhor Jesus Cristo. Os Pastores e os Magos, apresentam aspectos diferentes que se completam na nossa adoração a Cristo Jesus. Os Pastores e os magos, apontam situações e condições de vida diferentes e distantes; que Cristo Jesus mesmo assim, atraí e se importa.

Os Pastores e os Magos, ambos, são atraídos por Deus que os chama e que despertou os dois grupos para as Boas Novas. O que ocorreu com Os Pastores e os Magos nos mostra que é Deus quem nos chama e nos alcança quando ainda estávamos afastados e não entendíamos seu plano e propósito de salvação. Vejamos o que Os Pastores, os Magos e o Bebê Jesus nos ensinam.   


1. PASTORES

Embora os Magos apareçam primeiro na Bíblia no livro de Mateus, foram os Pastores (em Lucas) que primeiro receberam a revelação sobre a chegada do Messias Salvador. Alguns estudiosos esclarecem que provavelmente os Pastores não se encontraram com os magos, na visita ao nenê Cristo Jesus. Pastores e os Magos ficaram em momentos diferentes diante do Senhor como neném deitado numa manjedoura na estrebaria.

Mas, porque foram os Pastores os primeiros a ficar diante do Senhor como neném?

O Senhor atraiu primeiramente esses Pastores demonstrando e apontando o que ensinaria e o que viveria durante seu ministério.


1º Eram Pastores “Judeus” – “As boas-novas” de salvação – que é Cristo precisava vir primeiro aos Judeus; como Paulo explica em Romanos 1:16 "Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego."

2º Eram Judeus “Pastores”. John Stott, Hendriksen, Ed René Kivitz demonstraram que os Pastores na nação judaica não tinham uma boa reputação. Eram considerados desonestos e pouco confiáveis. Era uma classe religiosamente desprezada, pois, a atividade de subsistência, o trabalho, não permitia que eles cumprissem todas as regras da lei de Moisés. Muitos pastores eram homens tementes a Deus; como os pastores dessa passagem; mas por não frequentar todos os rituais Judaicos eram rejeitados e desprezados.

Esses Pastores não eram donos dos rebanhos que pastoreavam e cuidavam. Esses Pastores trabalhavam para os proprietários desses rebanhos de ovelhas. Pastores donos de rebanhos de ovelhas não tinham propriedades (sítio, chácara, fazendinha) para cuidar dos seus rebanhos. Alguns poucos Pastores donos de rebanho, Se juntavam com outros pequenos pastores para juntos tentar cuidar de seus rebanhos. Os Pastores dessa passagem eram funcionários, pobres, humildes e indignos religiosamente.  

No Entanto, foi a eles que Deus escolheu para primeiro anunciar as “Boas Novas” mais extraordinárias que o mundo já ouviu: “O Messias Salvador há muito esperado havia nascido”. Foi para esses Judeus Pastores: rejeitados, pobres e indignos religiosamente; que o Messias foi primeiramente revelado. Isso me fala que Deus olha completamente diferente de nós. Não foi para o sumo sacerdote dos Judeus (autoridade religiosa mais importante) que cristo chegou primeiro e nem para alguma autoridade política. Foi pra gente simples, pobre e excluída (que tal vez, nos rejeitaríamos), que Cristo primeiro chegou.


E a reação dos Pastores a essa notícia (as boas Novas) foi exemplar:

1º Ouviram perplexos e cheios de temor; Precisamos ouvir. Parar, para ouvir as Boas novas do Senhor.

2º Foram buscar conhecer o que lhes foi revelado, (V.15) “Vamos até Belém...” e (V.16) “foram apressadamente...” Diante das Boas novas precisamos agir ir, deixar algo, fazer algo, melhorar algo ou começar a fazer algo. Mas, acima de tudo precisamos buscar o Senhor.

3º Depois de terem visto Jesus, ele “contaram a todos” o que tinham visto e ouvido (V.17). Não puderam guardar as boas novas para si. Eles queriam que todos soubessem.

4º Por fim, “os pastores voltaram glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido” (V.20). Em outras palavras, sua experiência resultou em adoração e testemunho.

Voltaram para suas casas, mas não eram mais os mesmos. Eles agora eram adoradores do único que é digno de receber louvor e glória.

Voltaram para suas casas, mas agora eram servos de um Rei de um reino que jamais terá fim.

Portanto, os pastores nos mostram que quando cristo se revelar a nós precisamos ouvir, Buscar em adoração, e anunciar-testemunhar o Messias.


2. MAGOS

John Stott disse que as igrejas ocidentais nesse período do ano celebram a Chegada (epifania-manifestação) de Cristo para os gentios. Os Magos-Sábios eram Gentios e representam os outros povos e nações da terra. Nós somos gentios como os Magos, nós não somos Judeus. Entenda que eram chamados de magos, mas não no sentido de gente que fazia magia, mágicas e feitiços. Eram magos - sábios eram como cientistas daquela época. Eram homens extremamente cultos, ricos e de outra formação religiosa. Não faziam parte do chamado “povo de Deus” os Judeus. Eram completamente diferente dos Pastores.

Eles foram os primeiros de milhões de outros gentios que vieram adorá-lo. Esta é a atração universal de Jesus - Ele não se restringe a nenhuma etnia ou nação. Ele trouxe os Pastores de seus campos e os magos do oriente. Ele ainda age como um ímã. Atraí pessoas de todas as culturas. Cristo atraí pessoas de todas as culturas, e isso é uma das mais convincentes evidencias de Jesus é o Salvador do mundo.

Os sábios-magos do oriente, deixaram seu conforto e foram atrás do Messias Salvador. Os sábios-Magos conheciam e citaram a profecia do profeta Miquéias 5:2 de que em Belém viria o governante-Salvador que existia desde a eternidade. Os sábios-magos eram bem diferentes dos Pastores. Os magos eram bem quistos, bem vistos, e estimados. O próprio Rei dos Judeus, Herodes, os recebe. 

Os Sábios-magos eram ricos, intelectuais e bem vistos, Mas mesmo toda essa condição de vida favorável não preenchia o vazio que só Cristo pode preencher e satisfazer. A busca e entrega dos sábios-magos para encontrar o messias mostra que a riqueza; todo o conhecimento que aprenderam ao longo da vida; e toda a boa fama que tinham não era mais importante do que conhecer, ofertar e adorar o único Rei e Salvador Jesus Cristo.  


3. JESUS – o nÉnem

      Bom depois de meditar e refletir sobre os Pastores e sobre os Sábios-Magos, vamos meditar e refletir um pouco sobre o Cristo Jesus enquanto neném.

      Quais as implicações e lições que o Senhor pode nos ensinar enquanto Cristo esteve nessa condição?

      Para isso vou me basear na excelente obra: “Uma Criança os Guiará – por uma teologia da Criança”.

      Luiz Sayão diz que: “A grande verdade é que o lugar do nenê, e da criança, é tão especial que Deus resolveu invadir a história humana na figura de um nenê. Em vez de descer diretamente do céu, ou de chegar repentinamente com um exército celestial para implantar seu reino, Deus preferiu a forma mais sublime, simples e dependente do homem, veio como um nenê!

      Já Ariovaldo Ramos diz que: “A melhor parte da vida humana está com as crianças... nelas ainda “podemos” ver o melhor do ser humano.”

      Carlos Queiroz diz que: “as crianças nos humanizam e evangelizam.”

      Precisamos urgentemente ser sensibilizados pelas crianças. A criança pode nos ajudar a resgatar e preservar virtudes dadas por Deus, que ainda estão presentes nelas, como: a capacidade do perdão, a amizade fácil e sem interesse, a espontaneidade, a sinceridade, o amor incondicional e sincero, a dependência e a humildade.

      Cristo veio como bebê e foi uma criança, pois depois, durante o seu ministério nos advertiu para: “nascer de novo”; “aprender a louvar com as crianças de colo” e “e ser como os pequeninos porque deles é o reino dos céus!” Cristo como sempre viveu e depois ensinou.

      Luiz Sayão diz também que:

“antes de ler a Bíblia e de fazer uma oração, procure um nenê, de preferência dormindo, e gaste uns dois minutinhos olhando bem para ele. Pronto! Você está pronto para meditar e orar!”

      Cristo veio como um bebezinho frágil, indefeso, dependente e simples. Cristo disse para conhecermos Ele e assim, conhecemos o Pai. Pois, foi como um nenê que Ele começou a nos ensinar sobre Deus, seu Reino e a Salvação.

      Deus, por meio do sacrifício de seu único filho, conseguiu a solução do maior problema do mundo: o Pecado! E foi a encarnação, vir como um nenê, o 1º passo da solução para os nossos pecados.

      Foi um nenêzinho sem lugar para nascer, deitado no coxo de animais em um curral, onde a nossa salvação chegou e começou.

      Foi esse nenênzinho que mostrou para todos, em todos os tempos que um Deus tão grande e poderoso, é simples, humilde, e terno como um bebê!  


APLICAÇÕES:

1ª Buscar como os Pastores.

  Mesmo que tenhamos uma atividade e reputação ruim, Cristo nos chama e se revela.

  Que possamos seguir o exemplo dos pastores: 1º Ouvir; 2º Buscar em Adoração; 3º Anunciar-Testemunhar.

  Muitos hoje não querem ouvir; outros ouvem, mas não buscam em adoração, existem também os que ouvem, buscam em “adoração”, mas não estão dispostos a anunciar-testemunhar.

  Ouvir as Boas novas, buscar em adoração o cristo e anuncia-Testemunhar a Cristo!


2ª Se entregar como os Sábios-Magos.

  Mesmo que tenhamos uma condição financeira muito tranquila, uma formação intelectual (faculdade, pós-graduação e etc) excelente, e uma reputação admirável; Cristo é nossa única e real necessidade.

  O sábios-magos ensinam com seu exemplo que o dinheiro adquirido ao longo da vida; o conhecimento aprendido; a boa fama conquistada nem se comparam com a possibilidade de conhecer, seguir, adorar e entregar-se a Cristo.

  Os sábios-magos nos mostram que todos os nossos bens (que o Senhor nos Deu); todo nosso conhecimento (que Ele nos permitiu aprender) e toda a reputação conseguida ao longo da vida, deve ser lançada aos pés do nosso salvador em adoração e rendição.

3ª Ensinamentos de Cristo como neném.

  Todos nós que fomos atraídos por Jesus Cristo somo chamados a imitar, aprender e ser como um nenêzinho e/ou pequenas criançinhas.

  Para essa aplicação pensei nos pequeninos que tive a graça de conviver e que posso conviver: como o Alice, Luiza e Bielzinho! Ter pequeninos como o Alice e Gabrielzinho é uma dádiva é uma benção.

  Com bebêzinhos e criançinhas aprendemos sobre:

     Perdoar;

     Amizade fácil e sem interesse;

     Sinceridade e Simplicidade;

     Amor incondicional e sincero;

     Depender do senhor com humildade.


CONCLUSÃO

         O Senhor chama a todos para ficar diante dele. Chama Pobres Pastores, rejeitados e sem reputação; como também chama ricos, sábios com boa reputação, e mostra para todos, em todo tempo, que precisamos do Cristo Salvador.

         Ele veio como um bebê e viveu como uma criança mostrando para todos esses que Ele chamou, que precisamos ser como os elas porque Delas é o reino dos Céus.


FELIZ NATAL.