segunda-feira, 23 de setembro de 2019

PRA ONDE A TEOLOGIA ESTÁ TE LEVANDO?!

por Pedro Lucas Dulci

Existem muitas pessoas enganadas com o estudo teológico.

A teologia não é um trabalho das oito às dezoito. Nem é uma profissão com plano de carreira.

Conhecer e falar verdadeiramente de Deus é uma vocação que requer mais do que qualificações acadêmicas ou profissionais.

Infelizmente, quando pensamos em teólogos, a imagem que deve vir em nossas cabeças é a do professor com óculos e mochila cheia de livros.

O padrão de teólogos do Novo Testamento é bem diferente. São os discípulos que largaram tudo para seguir a Jesus.

Tornar-se um teólogo significa seguir a Palavra de Deus para onde quer que ela nos leve - com todo o coração e força.

Me conte aqui, para onde a Palavra já levou você?! O que você precisou largar para trás para conhecer a Deus e seguir a Cristo?! Para onde você está indo?!

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segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Projeto Missionário Conecta Sertão 2019.

 Projeto Missionário -

 Conecta Sertão 2019.



“...Deixai vir a mim os pequeninos...”

Entre os dias 31 de junho e 14 de julho o Ministério de Missão da Sal da Terra da 90 em Goiânia-GO, realizou sua 2ª viagem missionária para o Sertão do País; e dessa vez o destino foi a pequena Monteirópolis-AL (que fica a 200 km de Maceió-AL), cujo trabalho Evangelístico foi desenvolvido em um bairro periférico da localidade nominado de “Cohab”.
Foram 28 participantes de três Igrejas participantes: Sal Terra da 90, Sal da Terra FinSocial e Sal da Terra Jardim Curitiba 4.


Nossa viagem foi marcada pela presença das crianças desde o início, com o envio de três crianças missionárias com a equipe. E outro fato marcante foi que desde a chegada até nossa despedida, as Crianças da comunidade estiveram presentes e participativas. Essa foi sem dúvida a marca desse Conecta “a presença dos pequeninos”.


A intensa participação das crianças batizou nossa equipe numa experiência que a passagem do Evangelho de Lucas 18:15-17 explica: “Traziam-lhe também as crianças, para que as tocasse; e os discípulos, vendo, os repreendiam. Jesus, porém, chamando-as para junto de si, ordenou: Deixai vir a mim os pequeninos e não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele.”



Conhecemos Crianças simples que vivem com muito pouco, muitas sem a presença dos pais como precisam; várias delas à mercê da violência, criminalidade, promiscuidade e drogas. Meninos e Meninas de pés descalços, órfãos de pais vivos, e que tem como quintal ou playground, a rua. Lá o pique-esconde é a noite; o futebol é na rua de terra; o estilingue (ou baladeira na linguagem local) é companheiro presente; as meninas quase não têm boneca e as poucas que tem estão bem surradas.
Comum lá ver as crianças mais velhas cuidar dos irmãos(ãs) pequenos(as), enquanto quase sempre a mãe trabalha o dia todo fora. Mesmo com toda essa situação e condições difíceis encontramos meninos e meninas alegres, felizes e dispostos a brincar, abraçar, amar e fazer amigos.
Cerca de 300 crianças participaram das nossas Ações Evangelísticas (Escola Bíblica de Férias). Mais de 200 casas foram visitadas e receberam o plano de salvação. Algumas dezenas de jovens e adultos se entregaram ao Senhor, fruto do evangelismo. Fizemos intervenção numa Escola Municipal da cidade e visitamos uma comunidade Quilombola. E tivemos o prazer de promover um “Dia de Beleza”, onde pudemos fazer com que as mulheres se sentissem amadas e cuidadas; além de futebol com os jovens, que puderam interagir com a equipe e conhecer um pouco mais do amor do nosso Senhor!
Há um grande percentual de analfabetismo na cidade, oportunidade em que também entregamos bíblias em áudio em algumas casas visitadas, o que tem gerado muitos frutos. Temos recebido inúmeros testemunhos do quanto eles têm escutado a Palavra por meio dos rádios entregues! Fomos enviados para chamar esses nossos irmãos para sentar-se à mesa junto conosco, comer do mesmo pão e beber do mesmo vinho que bebemos!



O que ficou de resultado não conseguimos expressar!!! Mas o mais importante, que são as amizades e vínculos formados na Equipe e a parte da família que encontramos em Monteirópolis ficou gravado em nossos corações. Muitos irmãos ficaram naquele bairro de periferia de uma das 30 cidades menos evangelizadas do Sertão Nordestino, e em poucos dias criamos laços tão intensos com aquelas pessoas! Isso traz gozo e sentido para nossa vida! Ore por esse povo! Conheça, faça parte desse movimento!
por Leonardo Felipe
    
Veja Vídeo da Viagem:



segunda-feira, 8 de abril de 2019

Cristão e o Trabalho

por Igor Miguel

Cristãos não trabalham, ministram ou estudam porque querem se realizar, ser bem sucedidos ou felizes. Essas não podem ser razões ou motivações para a atividade de nenhum cristão. E, isto se deve ao fato de que "realização", "sucesso" e "felicidade" são termos soteriológicos, ou seja, relacionam-se com salvação. Logo, é necessário suspender tais expectativas em relação às nossas atividades, do contrário, criaremos uma falsa doutrina da salvação, um modo de salvação pelas obras. Mas, então qual é a razão do cristão trabalhar/estudar? A razão é doxológica. Em outras palavras, cristãos trabalham/estudam porque isto envolve a glória (doxa) de Deus. 

Deus é mais glorificado quando nós e nosso próximo se maravilha por meio de nosso trabalho. Nossas atividades estão aí para que 'os homens vejam nossas obras e glorifiquem a Deus por isso' (Sermão do Monte). Então, quando ensino ciências ou matemática para meu filho, quero que ele se maravilhe com um Deus que colocou padrões numéricos, proporções racionais e complexidades em sua criação. Quero conduzi-lo e que ele conduza outros à adoração!

Considere que isso muda completamente a razão porque um desenvolvedor se senta diante de algoritmos, um engenheiro faz cálculos estruturais, um biólogo analisa processos metabólicos, um pai/mãe educa/cria filhos, um professor ensina, um pedreiro constrói, um varredor limpa a rua, um comerciante faz suas transações comerciais, um político desenha um projeto de lei e um pastor prepara um sermão.

Cristãos trabalham para exibir quem Deus é no mundo (glorificação) e isso exige novas virtudes laborais como sabedoria, diligência, responsabilidade, justiça, compaixão, mordomia e generosidade.

Quando Deus, em Cristo, se torna o centro de gravidade de nossa existência, todas as relações mudam completamente. Deixamos de ser o centro, nos libertarmos do jugo de escrever nossa própria história, e somos matriculados na escola de Jesus, onde aprendemos a brilhar sua luz no mundo.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

"A vida é feita de brevidade!"


Anos, semanas e dias breves
Horas e minutos cruzam o nosso caminho
Mal os saudamos e eles vão embora
Vão por toda eternidade
A vida é feita de brevidade
A vida é feita de pequenas coisas!
Oportunidades-como sementes-
As colheitas oferecem ao que se importa
Todo minuto por mais breve que seja
Contém eternidade
A vida é feita de pequenas coisas
A vida é feita de escolhas constantes!
Escolhas diárias parecem tão insignificantes,
Mas o nosso Deus registra todas
Tudo é feito p/ o Senhor
Trás uma recompensa eterna.
a vida é feita de escolhas constantes!
Nada em sua vida é pequeno!
Tudo é oportunidade
Para semear p/ a eternidade
Tudo o que vc faz tem um valor incrível
A colheita da vida se multiplica
Nada em sua vida é pequeno!
A vida par Deus não é desperdiçada!
Tudo o que vc faz p/ Deus hoje
Enquanto trabalha, dá e ora
É investido na pátria celestial
a sua colheita será eterna!
a sua vida p/ Deus não é desperdiçada!"
Wesley Duewel

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Crônica do Semeador

                                      Crônica do Semeador
                                                                   por Ronaldo Lidório





Lendo a parábola do semeador e o Salmo 126, lembrei-me de muitos amigos e vários missionários. Veio forte a cena dos semeadores de hoje. Aqueles que falam de Jesus visitam de casa em casa, servem o caído, cuidam do enfermo e enfrentam seus medos.
Alguns lutam a vida inteira contra problemas maiores que eles. É a seca do sertão que causa fome, miséria e exclusão social, do corpo e da mente. As famílias carentes e outras sem teto que parecem se multiplicar a cada dia nas grandes cidades. A enfermidade e epidemias que assolam, sem piedade, justamente os lugares com menos assistência de saúde.
Alguns trabalham longe, aprendendo línguas complexas, estudando a cultura de um povo diferente, com clima diferente, sempre mais um lugar a chegar e uma nova barreira a ultrapassar. Outros trabalham perto, lutam nas selvas de pedra. Seu povo não-alcançado encontra-se em condomínios fechados, no frenesi das ruas, hospitais lotados, escolas e cárceres. Falam de Jesus e saem de casa orando por oportunidades diárias - e não as perde.
O Salmo 126 nos fala sobre a relação entre a caminhada e o choro. Quem sai andando e chorando enquanto semeia voltará para casa com alegria trazendo seus feixes, o fruto do trabalho. Para cumprirmos o ministério que Jesus nos confiou é necessário andar e chorar. E são certo que muitos fazem ambas as coisas. Tantas idas e vindas, caminhos incertos, a impressão de que há sempre mais um passo a dar, alguém a ajudar, uma pessoa a evangelizar. E as lágrimas, que descem abundantes com a saudade que bate a enfermidade que chega o abraço que não chega o fruto que não é visível, o coração que já amanhece apertado, o caminho que é longo demais.
Creio que temos andado e chorado. Mas voltaremos um dia, trazendo os frutos, apresentando ao Cordeiro e dando glória a Deus! Poderá ser amanhã, ou em algum momento ainda distante. Mas ainda não é hora de voltar. É hora de seguir, andando e chorando, com alegria no coração e sabendo que não trocaríamos essa viagem por nenhuma outra na vida. O grande consolo e motivação é que não andamos sós. Ele está conosco. E maior é Aquele que está em nós. Portanto, não desistimos, olhando o horizonte que se aproxima e trazendo à memória o que pode nos dar esperança.
Guarde seu coração enquanto anda e chora. Não perca a alegria de viver e caminhar, nem a mansidão, nem a oração, ou o humor, ou o amor. Não deixe de semear mesmo quando está difícil. Lance a semente em todas as terras. Uma semente há de germinar e talvez a mais improvável. A que menos promete. Não dê ouvidos àquele que diz que não vai acontecer porque a terra é árida, você é incapaz, o povo nunca muda, o problema é grande demais, o sol é forte e o vento está chegando. Lance a semente.
Lançamos as sementes que o Senhor nos deu e quase sempre há um preço alto a pagar, por isso choramos enquanto semeamos. Tenho observado os semeadores. Uma enfermeira brasileira atendeu 221 pessoas em um só dia na África sob um calor de 42 graus durante 17 horas ininterruptas. Era uma epidemia que chegava e os próximos dias seriam mais difíceis. No Marrocos, um missionário Britânico, para trabalhar com os moradores do lixo, passou também a viver no lixo, durante anos e anos. Um jovem Ganense viajou todo seu país alertando sobre a AIDS, de bicicleta e só, com um sorriso nos lábios. Era ele mesmo portador do HIV. Um pregador de rua, falando em uma Praça em Manaus, incansável durante horas em uma segunda-feira à tarde. Gritava e dizia: hoje é meu dia de folga, estou aqui e não em casa, porque vocês são importantes para Deus. As sementes são diferentes. Para lançá-las é preciso chorar, pois frequentemente há um preço a pagar. Um pagou com o suor, outro com a abnegação, ainda outro dedicou seu tempo e o último entregava seu único dia de folga. Pague o preço, lance a semente e sirva a Jesus.
Abrace o que também anda e chora que está ao seu lado. Ele talvez se sinta só e pense que é o único que chora enquanto caminha. Andar e chorar são cumprir a missão. É também um grande privilégio. Um dia você voltará... mas talvez não seja hoje. Se você pensou em desistir da sua caminhada e o coração, abatido, não encontra mais prazer em semear, olhe para o alto e faça um compromisso com seu Deus: mesmo chorando, andarei um pouco mais! Sim, haverá o dia de voltar... mas ainda não chegou. Na força do Senhor continue a caminhar... e chorar... e semear... e sorrir, porque estamos aqui, na lavoura do Pai. Não há lugar melhor.




Trecho do livro: Teologia Bíblica do Plantio de Igrejas.
Editora Instituto Antropos, 1ª edição - 2011.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Sal da 90 - Igreja, Família e Amigos.


"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão." (1Co. 15:58).


Quero deixar aqui meu relato de gratidão, privilégio, honra e celebração, pelo final de um ano ao lado dessa equipe de irmãos-amigos. No final de 2015 para 2016 vim para a Sal da Terra da Rua 90 e encontrei uma Igreja (pessoas) vivendo uma realidade no evangelho que nunca tinha experimentado antes.
A rotina aqui é puxada, trabalha-se muito e sempre com demandas e problemas de uma igreja de grande porte. Mas, o ambiente que tem se construído, buscado e lutado, para termos aqui, é em si mesmo um renovo para todo esse trabalho e desafios eclesiais. Esse bom ambiente é devido a nossa procura por viver a unidade da fé, com coerência e constância, sempre rendidos, a graça e a misericórdia de Deus pela ação do favor do Espirito Santo.
Não podemos esquecer que foram várias pessoas que estiveram aqui antes de nós que aqui estamos. Pude acompanhar alguns partirem após minha chegada e outros que tenho tido o privilégio de ver chegar. Essa maneira de fazer igreja deixa impregnada uma identidade em quem passa por aqui. E os que foram certamente tem, em alguma conta, bons e importantes momentos vividos aqui. São partidas difíceis e chegadas surpreendentes, que somente o Senhor poderia promover e executar.
Temos dificuldades e falhas como qualquer igreja, porque como qualquer igreja somos a unidade e união de pessoas imperfeitas. Há dificuldades e dias bem difíceis nessa caminhada juntos. Trabalhamos em conselho e isso exige muito, pois nenhum conselho de unidade se sustenta sem que aja relação, relacionamento e ralação. E esse estilo de conduzir uma igreja inspirado no que é a Trindade (do Pai, Filho e Espirito Santo vivem), é um grande e renovador desafio.
Sou muito grato a Deus e feliz com essas amizades, fraternidade e família da fé que tenho encontrado e vivido aqui. Deixo meu obrigado a todos que com paciência e amor tem me recebido nessa família da fé.
Obrigado Sal da Terra da 90 e a todos tenho privilégio de conviver, que conheço e conheci aqui.

Leonardo Felipe.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Missão Amazônia 2017



Entre os dias 05 e 11 de novembro de 2017, 33 pessoas realizaram juntamente com a tripulação fixa do barco J.J. Mesquita uma viagem missionária na região do São Francisco do Rio Solimões no Amazonas.
O projeto assiste 110 comunidades ribeirinhas em toda Bacia do Amazonas, com 85 congregações da Igreja Presbiteriana de Manaus instaladas.
Ações Realizadas:
- 4 comunidades visitadas no Rio Solimões na Região do São Francisco;
ATENDIMENTO DE SAÚDE
Atendimento Médico:
436 atendimentos, sendo 135 de crianças. 40 de adolescentes e 261 de adultos.
Atendimento Odontológico:
87 atendimentos, 385 procedimentos e 124 kilts odontológicos.
EVANGELISMO
Evangelismo e Palestra Infantil cerca de 100 crianças;
Evangelismo e Palestra de Mulheres: Mais de 50 mulheres;
Evangelismo nas Casas: 30 casas visitadas.
Decisão por Cristo: 09 pessoas.
Doações:
Mais de 400 materiais escolares;
Mais de 1700 itens de Higiene Pessoal e Beleza;
Mais de 500 materiais de Pesca;
Mais de 200 calçados e roupas;
144 Bíblias distribuídas;
10 Bolas de futebol;
15 Lanternas.